Após algum tempo de ausência, que é explicado por ter viajado até à Bulgária(estejam atentos porque em breve irei relatar tudo), com o Cris e com a Dana, cá estou de novo para vos relatar o nosso 1º dia aqui em Salónica.
A Yota conduziu um bom tempo pelas estradas gregas, e se eu pensava que os portugueses são maus condutores, alegrem-se compatriotas porque aqui na Grécia é "salve-se quem puder"! Os condutores não respeitam nada, nem a eles próprios. O cinto de segurança é interpretado como um acessório inútil e por isso aqui não se usa. Talvez a parte de ser "cinto de SEGURANÇA" ficou perdido na tradução para os gregos, e eles acham que não é preciso.
À medida que andávamos por Salónica, apercebemo-nos que todas as boas casas e prédios estavam a ficar para trás e que nos aproximava-mos da zona mais velha e antiga da cidade, e para quem está habituado como nós a viver no Porto, perto de tudo e onde a cidade se aglomera e palpita em Paranhos, não é propriamente uma sensação de "lar doce lar" aquela que tivemos num primeiro rescaldo. Assim, e acompanhados por 3 gregos, a Afroditi(nome curioso para a dona da casa), o Dimitrios(marido da Afroditi) e o pai dele, que não nos recordamos do nome por isso baptizamo-lo de Xaristo, ou em bom português chato!
A casa estava escura, e mal decorada, e a apresentação que fizeram dela não nos motivou nem um pouco para os 4 meses que se avizinhavam complicados e carregados de saudades das pessoas que deixamos no Porto e mesmo da cidade. Mas, e depois dum longo dia, só queríamos que chegasse a altura de eles irem embora para descansar e podermos explorar a casa e as redondezas por nós próprios. Temos aqui pequenas lojas com tudo o que é necessário para o dia-a-dia, mas agora que já conhecemos mais a cidade, temos noção que exageram nos preços, daí que optamos por isso ir ao nosso tão famoso DIA. Ficamos a saber que o nosso melhor amigo seria o autocarro nº 23, que nos liga ao centro da cidade e ao mar. Nesse ponto, temos muita sorte! Em 20 minutos podemos percorrer toda a cidade e chegar onde é importante. No final, e antes de se despedir, a Yota deu-nos uma senha a cada um para no dia seguinte nos apresentarmos no Gabinete ERASMUS da Universidade de ATEI, e algumas indicações e saiu sem que até ao dia de hoje a voltássemos a ver. Também, e cá entre nós, o facto de ela ter bebido água da torneira é mau, mas verte-la para dentro de um copo que nunca tinha sentido certamente o suave e limpo toque da água, e por isso estava negro no fundo, não deixou saudades. A cama estava feita com lençóis do IKEA da secção de criança. Outros dois pormenores que devo acrescentar é o frio que sentimos aqui em casa, é de facto algo impressionante! E finalmente o facto de possuirmos um terceiro quarto, mas que está trancado e até ao dia de hoje não fazemos ideia do que se encontra no interior. Só sabemos que antes de irem embora, os donos da casa fizeram questão de dizer que não tínhamos "nada a ver" com aquela divisão, mas não deixa de ao mesmo tempo que aguça a curiosidade de saber o que se encontra por detrás da misteriosa porta, assusta-nos um pouco imaginar o que poderá lá existir.
Estávamos assim prontos para enfrentar Salónica, ERASMUS e esta nova experiência de só dependermos de nós e perceber o que é a vida noutro país, com outra cultura e mentalidade...

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