Hoje vou tentar traduzir em palavras todas as sensações e emoções vividas no dia 13 de Março, dia da nossa ida ao Monte Voras, e onde pudemos entre muitas outras coisas, praticar snowboard. Acordamos bem cedo, e quando digo cedo, é por volta das 5 e 30 da manhã. Realmente esta hora não é de facto para estar acordado, mas sim no planeta dos sonhos. Honestamente acredito que eu e o Cristiano apenas nos sentimos acordados quando tivemos de correr para apanhar o autocarro nº 17, ou corríamos o risco de chegar atrasados, costume grego ao qual tentamos não obedecer, mesmo estando no país dos demorados. O vento era mesmo gélido, o que pelo menos nos estava a preparar para o que iria suceder uma vez chegados ao Monte Voras.
Quando chegamos ao ponto de encontro, em frente do Museu do Desporto(algo que desconhecia existir em qualquer outra cidade...), encontramos as nossas queridas amigas Dana, da Alemanha, e Marli, da Estónia. A partida estava anunciada para as 7h e 30 minutos, e por isso, a maioria dos estudantes já lá se encontrava. Inacreditavelmente, ou não(principalmente para nós que já cá vivemos há mais de 2 meses), o nosso autocarro só chegou por volta das 8h e 20 minutos, e a essa hora confesso que quer eu, quer o Cristiano já estávamos prontos a desistir e ir para casa. Mas pelo menos a viagem foi tranquila e sem incidentes e à medida que nos aproximávamos da cadeia de montanhas podíamos observar toda a beleza que se encontra fora dos "muros" de Salónica. É de facto um cenário idílico! Para mim, foi mais que isso. Foi a primeira vez que vi neve, lhe pude tocar, sentir a textura...Acho que por minutos me perdi naquele imenso manto branco e só acordei porque todo o meu corpo congelou quando saímos do autocarro e começamos a caminhar em direcção da Estação de Esqui. Lá pudemos alugar as nossas pranchas de snowboard e as botas para caminhar na neve, e devo acrescentar que não houve uma única pessoa que não as quisesse trazer depois para Saloniki, tal era o aquecimento que nos dava nos pés.
Após nos reunirmos e separarmos, dado que alguns dos estudantes preferiram fazer Ski, fomos para a pista com o instrutor e com o seu tradutor, uma vez que ele não falava uma única palavra em inglês, e mesmo quando tentava saía algo incompreensível, e acreditam que o tradutor tinha estado uns anos a viver no Brasil e no instante em que eu e o Cristiano dissemos que éramos de Portugal, ele imediatamente colocou o seu português em prática e ainda nos rimos um pouco com ele. A aula de snowboard poderia durar até à altura de voltarmos ao autocarro, que iria acontecer por volta das 15:30 e por isso aproveitamos cada minuto como se fosse o último. É também importante acrescentar que pelo aluguer do equipamento e pela aula/pista pagamos 10€ cada um. Foi uma experiência magnífica, tenho a certeza que irá ficar para sempre marcada no nosso álbum de recordações, como um dia com imensa diversão, onde pudemos também apreciar as esplendorosas vistas desde a montanha.
Caímos tantas vezes, e 95% sempre de rabo no chão, que após 3 ou 4 quedas, já nem o sentíamos, tais eram as dores e o frio sempre que ficávamos sentados na neve à espera que o instrutor ou alguém nos viesse levantar. Mas a verdade é que passado algum tempo já nos conseguíamos manter de pé algum tempo e descíamos a pista com certo à vontade.

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